Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Clarabóia

Clarabóia

11.03.21

E-Readers: vale a pena o investimento?


Raquel Patrício

Olá a todos!

Desde que tenho o meu Kobo que várias pessoas me têm perguntado se gosto, se compensa, se vale a pena o investimento, se não sinto diferença na leitura... como as dúvidas são muitas, decidi fazer um post sobre a minha experiência e aquilo que eu mais e menos gosto!

Para começar: Kobo ou Kindle? O Kindle, da Amazon, é mais conhecido. O Kobo, é da Rakuten, mas tem uma parceria com a Fnac aqui em Portugal, pelo menos. Ambos têm uma loja online onde podem ser adquiridos os livros. Porém, o Kobo lê mais formatos digitais (EPUB, EPUB3, MOBI) ao passo de que o Kindle só lê MOBI. Para além de que o Kobo também tem mais livros disponíveis em português. Sinceramente, foram por estas razões que preferi o Kobo.

Se forem ao site da Kobo, percebem facilmente que existem diferentes modelos de e-readers, com preços distintos e características diferentes. Os mais caros até são resistentes à água, apesar de achar que essa é uma característica pouco relevante.

O meu é o Kobo Clara HD que, para mim, é quase perfeito! Vou agora falar-vos um pouco do que, na minha opinião e perante a minha utilização, são os pontos fortes e fracos desta experiência.

 

O que eu mais gosto no Kobo:

1. O Kobo permite ter uma capacidade de armazenamento de praticamente 6000 livros algo que, nunca, em toda a minha vida, vou conseguir completar! Mas é bom saber que o mesmo aparelho tem uma capacidade suficiente para sustentar o nosso vício de leitura sem que tenhamos que apagar livros já lidos;

2. Preço: por norma, os e-books são muito mais baratos do que os livros físicos. Antes de comprar, verifico sempre os preços em várias plataformas (incluindo livros em segunda mão) e, só compro e-book, se for a opção mais barata (que o é, muitas vezes);

3. Para mim, acho que a grande vantagem do Kobo (e, neste caso, de qualquer e-reader) é ser bastante prático. Desde a sua leveza, que o torna facilmente transportável para qualquer lugar, sem esforço (o que nem sempre acontece com os livros), até à luz e ao tamanho da letra. Toda a experiência de leitura é personalizável - podemos aumentar ou diminuir margens, tamanho de letra, espaçamento... no fundo, ajustar as páginas ao nosso maior conforto. 

4. Poder ler no escuro - confesso que este foi um dos primeiros motivos que me fez querer ter um e-reader. Sou daquelas pessoas que ama ler de manhã e estar na cama, no quentinho, com um bom livro. É muito prático no caso de sermos pessoas matinais e estarmos com alguém que gosta de acordar mais tarde ou, mesmo sozinhos, termos preguiça de abrir a persiana ou acender a luz. 

5. Sou daquelas pessoas que odeia riscar e rasurar livros. No Kobo, podemos facilmente sublinhar as nossas passagens preferidas com a vantagem de ficarem todas compiladas nas anotações do livro, facilmente acessíveis sem termos de procurar página por página. Isto, para mim, também é uma grande vantagem!

6. Por fim, algo que me surpreendeu bastante foi a autonomia da bateria. Em dois meses, só carreguei uma vez o Kobo. Acho que para a utilização que lhe dou, tem mesmo muito boa autonomia. 

 

O que mais me desiludiu no Kobo:

1. A primeira coisa que me chamou a atenção e que realmente me surpreendeu negativamente foi a lentidão do aparelho. Acho que o problema foi estar habituada à rapidez de um telemóvel ou de um tablet e achar que seria semelhante. Não é - é um dispositivo ligeiramente mais lento, tanto na mudança de menus, como de páginas ou de livros... não é algo que torne a experiência desastrosa ou menos prazerosa mas que, efetivamente, me surpreendeu pela negativa. 

2. Apesar de já saber que os livros estariam a preto e branco, uma das coisas que gostava era de poder ter as capas a cores. Dou muito valor às capas dos livros e sinto que ficam muito mais pobres assim (atenção, isto já é um pormenor de uma picuinhas)!

3. Por último, uma coisa que gostava que fosse possível, embora entenda que seja muito difícil, era poder vender alguns e-books, tal como acontece com a compra e venda de livros em segunda mão. Sou muito adepta de darmos uma nova casa a livros que não gostamos ou não iremos voltar a ler e gostava de poder fazê-lo com os e-books, era uma forma de rentabilizar algum investimento. Mas claro, entendo a dificuldade!

 

Sou uma pessoa que gosta mesmo muito de ler e adoro livros, assim como a sensação de pegar e folhear pela primeira vez um livro novo. Isso, para mim, nunca será substituído. Acho que os e-readers não devem ser vistos como concorrentes dos livros físicos, mas sim complementares. A experiência de leitura, a nível visual, é realmente muito semelhante (algo que não é notório num computador, telemóvel ou tablet) e torna-se mais prática pela leveza e facilidade de transporte do e-reader vs do livro físico. Contudo, há sempre espaço para mais livros nas prateleiras e há alguns que faço mesmo questão de os guardar fisicamente na minha biblioteca pessoal. Portanto, acho que a questão não é substituir uma coisa por outra, mas sim ter a possibilidade de coexistirem e escolher, no momento, aquilo que mais se adapta ao meu contexto pessoal!

Apesar de estar um post um bocado longo, espero que ajude alguém que esteja indiceso sobre a possibilidade de comprar, ou não, um e-reader. Para mim, foi uma grande mais valia e estou muito feliz por ter o meu Kobo!

2 comentários

  • Sim, esse toque é insubstituível! 😊
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.